Rádio FAUERS

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domingo, 21 de setembro de 2014

FAUERSITO

 Através de campanha realizada pela Rádio FAUERS 
 nasce o FAUERSITO.



 De vez em quando ele aparecerá por aí, com a galera da FAUERS, para brincar um pouco com vocês.
















 Vai aparecer por aí para trabalhar muito, também...











No Aniversário da FAUERS

Ajudante do Papai Noel










Agitando na Exposição Praia Limpa para Iemanjá

















segunda-feira, 21 de julho de 2014

Umbanda e Meio Ambiente

Livro da umbanda lançado em 2014 aborda as necessárias ações sustentáveis que a FAUERS vem ao longo de seu trabalho dando enfoque, a partir do lema 
 A Natureza é o Altar de Todos Nós.

 Apresentação
Desde quando iniciei minhas pesquisas dentro da temática “religiões de matrizes africanas”, venho percebendo que existe por parte de muitos dirigentes e demais adeptos uma grande preocupação com o futuro desse importante segmento afro-religioso. Preocupação voltada principalmente com a manutenção do legado deixado por aqueles que, no século passado, fizeram eclodir a Umbanda em nosso país.
Mas, ao longo desses quase 20 anos pesquisando principalmente a Umbanda, tem me inquietado o fato de não perceber de forma mais efetiva a preocupação com as questões que envolvem: a falta de uma maior aproximação e diálogo entre os diversos segmentos afro-religiosos; a pouca integração entre os Terreiros umbandistas e principalmente a falta de maior comprometimento por parte de muitos umbandistas com as questões ambientais.
Por conta disso, resolvi escrever essa obra, compartilhando com os adeptos ou não da Umbanda alguns temas que considero relevantes e necessários para um diálogo aberto e atual. Temas que Umbanda e Meio Ambiente envolvem, além das questões ambientais, outras discussões relacionadas aos novos paradigmas e às mudanças de postura diante dos 
desafios que surgem com o terceiro milênio. E afirmo com bastante otimismo que, se todos os umbandistas chegarem a um diálogo fraterno, respeitoso e principalmente ético, estará de fato se consolidando a intenção primordial do Caboclo das Sete Encruzilhadas, que em suas palavras profetizava a superação do ser humano, vencendo o obstáculo do ego, da intolerância e principalmente a erradicação das amálgamas que nos afastam da fé, do amor e da verdadeira irmandade entre os pares.
Partindo dessa premissa, o livro foi contemplado com três capítulos: 

  • o primeiro: O Meio Ambiente, em que são tratados assuntos pertinentes às questões mundiais que envolvem discussões, encontros e convenções realizadas, principalmente nas décadas finais do século XX, e que alertam os seres humanos para a necessidade urgente de se repensar o papel da atual sociedade de consumo e todas as implicações decorrentes do uso insustentável dos recursos naturais; 
  • o segundo: Os Orixás e a Natureza, em que são abordados de forma objetiva, mas não menos importantes, alguns aspectos voltados aos Deuses Orixás Africanos e suas manifestações dentro do rito candomblecista e principalmente umbandista, mostrando, além do arquétipo de cada divindade, a relação estreita entre esses e os elementos da natureza; 
  • o terceiro: A Umbanda e os Novos Paradigmas, parte em que são apresentadas as propostas de ações afirmativas, direcionadas principalmente aos umbandistas e demais adeptos das religiões de matrizes africanas. E, objetivando uma visão mais cosmológica, um olhar não apenas contemplativo, considerando a importância e seriedade dos temas, a obra é finalizada com a frase emblemática do Caboclo Mirim que diz:“A Umbanda é coisa séria, para gente séria!”
Boa leitura e um Forte Axé!
Giovani Martins


Sumário
 Prefácio, 13
 Apresentação, 15

1. O MEIO AMBIENTE, 17
1.1. Questões Ambientais, 19
1.2. Protocolo de Kyoto, 23
1.3. Século XXI e Sustentabilidade, 24
1.4. As Religiões Afro-Brasileiras e o Meio Ambiente, 27

2. OS ORIXÁS E A NATUREZA, 35
2.1. Mitologia Africana dos Orixás, 37
2.2. Sincretismo na Umbanda, 44
2.3. Oferendas e Comidas de Santo, 48
2.4. As Ervas Sagradas na Umbanda, 57

3. A UMBANDA E OS NOVOS PARADIGMAS, 67
3.1. Mudanças na Prática Umbandista, 69
3.2. Umbanda e Sustentabilidade, 71
3.3. Sacrifícios de Animais na Umbanda, 76
3.4. Cursos: à Distância e Presenciais, 81
3.5. Ecopedagogia, 90

 Considerações Finais, 95
 ANEXO 1. Ações Sustentáveis para Todos, 99
 ANEXO 2. Manifesto da Terra-Mãe, 109
 ANEXO 3. Carta da Terra, 117
 Referências Bibliográficas, 131
O Autor, 135

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A natureza é o altar de todos nós

(clic na imagem para visualizar melhor)
Reconhecendo nos elementos da natureza a força vital o espiritualista relaciona o Grande Poder Maior, independente da denominação, e os significados que estão presentes no ambiente natural, como algo constitutivo do seu ser - o seu modo de ser e de viver. 
Através do lema "a natureza é o altar de todos nós" a FAUERS trabalha as questões ecológicas e da educação ambiental no intuito de movimentar a conscientização e a preservação juntamente com os centros, ilês, terreiros e comunidades. A FAUERS procura organizar materiais e eventos como estratégia para a busca de reflexão e de bom  uso dos recursos naturais, para o menor impacto possível sobre o meio ambiente. 
Abaixo algumas das ações:
-  Evento Praia Limpa para Iemanjá; 
- Oficinas da oferenda ecológica;
- No mês de junho, mês da Ecologia, realização de atividades diversas para sensibilização sobre o tema;
- Construção da Cartilha Ecológica FAUERS, volumes I (2010) e II (2011), publicadas em parceria com apoiadores do projeto;
- Organização das Cartilhas I (2008) e II (2011) da Romaria das Águas, publicadas pelo Ministério do Meio Ambiente;
- Participação da construção do Caderno de Orientação – A educação Ambiental e as Práticas das Religiões Afro-Umbandistas da Câmara Municipal de Porto Alegre;
- Entrega em 2009 da proposta do Santuário Ecológico para a cidade de Canoas, num misto de espaço religioso, ecológico e cultural para garantir a força do axé dos reinos da natureza, hoje incorporados pelo espaço urbano;
- Assinatura de contrato de cooperação com a Prefeitura de Canoas para construção do Parque da Fé e Paz, em 02/02/14, data da inauguração da imagem sincrética Mãe das Águas, como resultante da proposta do Santuário;
- Participação pelas águas de Oxum em ações do Projeto Ambiental em defesa da biodiversidade e da valorização das nascentes e arroios – Arroio Araçá: Nosso Rio Guri/Canoas
 - Integração com o comitê de organização do Movimento Estadual Romaria das Águas, realizando amplas ações pelas nascentes das águas de Oxum;
- Projeto entregue à Câmara de Vereadores da Canoas para a inclusão no calendário da cidade do dia para início do Movimento Romaria das Águas no município. O Vereador Paulinho de Odé propõe e a Câmara aprova a lei nº 5776/2013 que estabelece o dia 22 de Março - dia da água - para abertura oficial do evento inter-religioso e ecológico.

De 2011 a 2013 a estudante de Ciências Sociais da UFRGS, Lucía Copelotti, como bolsista de iniciação cientîfica do CNPq, realizou trabalhos sobre as atividades ambientais da FAUERS, apresentando resultados de sua pesquisa no XXIII Salão de Iniciação Científica da UFRGS, sendo escolhida como aluna destaque, e na Reunião Brasileira de Antropologia, em São Paulo, ganhando o 2º lugar na categoria Levi-Strauss. Em janeiro de 2013 apresentou seu Trabalho de Conclusão de Curso à Banca, no qual representantes da FAUERS estiveram presentes.

Para acessar suas publicações:
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/67473
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/47201
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/47201/Resumo_12025.pdf?sequence=1
http://biblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/title/natureza-e-altar-todos-nos-uma-etnografia-as-praticas-ecologicas/id/57161000.html
Poster: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/47201/Poster_12025.pdf?sequence=2

Resumo do Trabalho de conclusão de graduação de Lucía Copelotti Guedes (2012)

Este trabalho é uma etnografia sobre as práticas ecológicas desenvolvidas pelas religiões afro-brasileiras na Região Metropolitana de Porto Alegre. Procuro, aqui, compreender as experiências que possibilitam, pela incorporação de um idioma ecológico, o deslocamento de práticas religiosas para o campo ambiental. Na tentativa de apreender os sentidos e os significados atribuídos por estes religiosos à natureza, recorro às narrativas das lideranças das federações em defesa das religiões afro-brasileiras e também dos adeptos. Privilegio no texto a descrição das experiências e dos interesses que possibilitam a sobreposição de praticas religiosas e ecológicas, de modo a perceber como a questão ambiental é internalizada e agenciada, no sentido de possibilitar a visibilidade das lutas tradicionais de tais religiões bem como a articulação da religião às instâncias governamentais.